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Zeitschrift für Psychologie, 1900, suplemento 1. Georg Elias Müller e Alfons Pilzecker publicaram Experimentelle Beiträge zur Lehre vom Gedächtnis, onde o termo consolidação aparece pela primeira vez aplicado à memória.
Science, 1968, volume 160. James Misanin, Ralph Miller e Donald Lewis publicaram Retrograde amnesia produced by electroconvulsive shock after reactivation of a consolidated memory trace, o resultado que ficou trinta anos na prateleira.
Journal of Verbal Learning and Verbal Behavior, 1974, volume 13. Elizabeth Loftus e John Palmer publicaram Reconstruction of automobile destruction, a troca de verbo que plantou um vidro quebrado que nunca existiu.
Affect and Accuracy in Recall, Cambridge University Press, 1992. Ulric Neisser e Nicole Harsch assinaram Phantom flashbulbs, o acompanhamento dos calouros de Atlanta sobre o Challenger, no dia seguinte e dois anos e meio depois.
Nature, 2000, volume 406. Karim Nader, Glenn Schafe e Joseph LeDoux publicaram Fear memories require protein synthesis in the amygdala for reconsolidation after retrieval, o experimento com anisomicina na amígdala.
O resumo daquele artigo cravou a frase que reorganizou a área: memórias de medo consolidadas, quando reativadas, voltam a um estado lábil. O apagamento valeu para treino de um dia e para treino de catorze dias.
Journal of Psychiatric Research, 2008, volume 42. Alain Brunet, Roger Pitman, Karim Nader e colegas aplicaram propranolol antes da reativação do relato em estresse pós-traumático e mediram a resposta fisiológica uma semana depois.
Science, 2008, volume 319. Sue-Hyun Lee, Bong-Kiun Kaang e colegas mostraram que a desestabilização depende da degradação de proteína pelo proteassoma na sinapse, o passo que desmonta antes de remontar.
Nature Neuroscience, 2009, volume 12. Merel Kindt, Marieke Soeter e Bram Vervliet publicaram Beyond extinction: erasing human fear responses and preventing the return of fear, com o sobressalto apagado e a memória declarativa preservada.
Nature, 2010, volume 463. Daniela Schiller, Marie-H. Monfils, Elizabeth Phelps e colegas publicaram Preventing the return of fear in humans using reconsolidation update mechanisms, com o efeito mantido no teste de um ano.
Proceedings of the National Academy of Sciences, 2013, volume 110. Jason Chan e Jessica LaPaglia mostraram apagamento de detalhe declarativo humano quando a informação errada chega dentro da janela aberta pela recuperação.
Journal of Experimental Psychology General, 2015, volume 144. William Hirst e colegas publicaram o acompanhamento de dez anos das lembranças do 11 de setembro, com a consistência caindo e a confiança parada no alto.
Psychiatry Research, 2015, volume 225. Nathan Wood e colegas relataram três estudos psicofisiológicos negativos com propranolol em estresse pós-traumático, o contrapeso mais citado da área.
A briga que continua é sobre o que a droga faz. Apagar o traço e trancar o acesso a ele são hipóteses diferentes, e parte dos experimentos recupera a resposta perdida com lembrete forte o bastante.
Também está aberto o mapa das bordas: quais lembranças aceitam ser desestabilizadas e quanta surpresa o lembrete precisa carregar. Cada protocolo novo mexe no desenho.
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