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Physical Review Letters, 2005, volume 95, artigo 095505. Basile Audoly e Sébastien Neukirch, do CNRS e da Universidade Paris VI, assinam Fragmentation of Rods by Cascading Cracks: Why Spaghetti Does Not Break in Half.
O trabalho junta a solução autossimilar da onda de flexão e 25 experimentos com três espessuras de Barilla, n°1, n°5 e n°7, com raios de 0,57 a 0,95 milímetro e comprimento perto de 24 centímetros.
No Ordinary Genius, edição de 1996, organizado por Christopher Sykes. Nas páginas 180 e 181, Danny Hillis conta a noite na cozinha com Feynman e resume o saldo: espaguete quebrado por toda parte e nenhuma teoria boa. É a fonte que Audoly e Neukirch citam.
Ig Nobel de Física, 2006. O prêmio foi para Audoly e Neukirch, então na Universidade Pierre et Marie Curie, pela explicação de por que o espaguete seco, ao ser dobrado, se parte em mais de dois pedaços. A cerimônia é de humor, o artigo premiado é peer-reviewed.
Proceedings of the National Academy of Sciences, 2018, volume 115, páginas 8665 a 8670. Ronald Heisser, Vishal Patil, Norbert Stoop, Emmanuel Villermaux e Jörn Dunkel, em Controlling fracture cascades through twisting and quenching.
O time filmou o processo entre 1.972 e um milhão de quadros por segundo, com câmeras emprestadas pelo Centro Edgerton do MIT. A filmagem mais rápida usou fio mais grosso, de 1,7 milímetro de diâmetro, só para enxergar a trinca andando pela seção.
Physical Review Letters, 2005, volume 94, artigo 035503. John Gladden, Nestor Handzy, Andrew Belmonte e Emmanuel Villermaux, em Dynamic Buckling and Fragmentation in Brittle Rods, quebraram bastões por impacto no eixo, o outro caminho de fragmentação, testando massa, vidro, teflon e aço.
Proceedings of the Royal Society of London A, 1947, volume 189, páginas 300 a 308. Nevill Mott, em Fragmentation of shell cases, montou a estatística de tamanho de fragmento que ainda serve de base para o assunto, décadas antes de alguém apontar câmera rápida para macarrão.
Elasticity and Geometry, 2010, Oxford University Press. Basile Audoly e Yves Pomeau reúnem no livro a teoria de bastão elástico usada nos dois artigos, das equações de Kirchhoff às instabilidades que aparecem quando a torção entra na conta.
O que segue em aberto é o tamanho mínimo de fragmento. A medida do MIT fixa o valor perto de 30 milímetros, abaixo do qual duas quebras não convivem, e a conclusão do artigo é explícita: falta teoria capaz de explicar de onde sai esse número.
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