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O relatório oficial é "A Determination of the Deflection of Light by the Sun's Gravitational Field, from Observations Made at the Total Eclipse of May 29, 1919", de Frank Watson Dyson, Arthur Stanley Eddington e Charles Davidson, publicado em Philosophical Transactions of the Royal Society of London A em 1920, volume 220, páginas 291 a 333. O artigo traz as chapas, as reduções e as três séries de medida.
Os números do relatório são estes. Sobral, com a lente de quatro polegadas: 1,98 segundo de arco, com erro provável de 0,12. Príncipe, com o astrográfico de Eddington: 1,61, com erro provável de 0,30, a partir de duas placas. Sobral, com o astrográfico afetado pelo calor: 0,86, conjunto que os autores descartaram no corpo do texto por perda de foco durante a totalidade. A previsão de Einstein: 1,75. A previsão newtoniana: 0,87.
O anúncio público aconteceu na reunião conjunta da Royal Society com a Royal Astronomical Society em Londres, no dia 6 de novembro de 1919, com Joseph John Thomson na presidência. O The Times de Londres publicou no dia seguinte a manchete sobre a revolução na ciência e as noções newtonianas derrubadas, e foi essa cobertura que transformou um físico de quarenta anos em figura pública mundial.
As ressalvas precisam ser ditas com a mesma clareza dos resultados. As barras de erro de 1919 são grandes perto do efeito medido, e o valor de Príncipe se apoia em duas placas com poucas estrelas cada. A crítica formal mais citada é de Charles Lanczos e, depois, do trabalho de 1980 de John Earman e Clark Glymour, que questionou o peso dado a cada conjunto.
A reanálise que resolveu boa parte da dúvida veio do próprio Observatório Real de Greenwich, que em 1979 remediu as placas originais do astrográfico de Sobral com instrumentação moderna e obteve 1,55 segundo de arco, com incerteza de 0,34, valor compatível com a relatividade geral e não mais com 0,87. O conjunto que Eddington descartou por julgamento técnico, quando medido de novo, passou a concordar com o resto.
"Quanto do que você chama de prova depende de repetir a medida, e quanto depende de gostar do resultado?"
1,61 segundo de arco, com incerteza de 0,30. Foi o desvio da luz das Híades medido em Príncipe a partir de duas placas fotográficas, contra 1,75 previstos por Einstein e 0,87 pela mecânica newtoniana (Dyson, Eddington e Davidson, Philosophical Transactions of the Royal Society A, 1920).
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