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Journal of Cognitive Neuroscience, 1999. Sarah-Jayne Blakemore, Chris Frith e Daniel Wolpert assinam "Spatio-temporal prediction modulates the perception of self-produced stimuli", o experimento dos dois braços robóticos com dezesseis voluntários.
O trabalho testou atrasos de 100, 200 e 300 milissegundos e rotações de 30, 60 e 90 graus. A nota de cócega cresceu com os dois, e o toque próprio sem atraso ficou muito abaixo do produzido pelo robô sozinho.
Nature Neuroscience, 1998. Os mesmos Blakemore, Wolpert e Frith, em "Central cancellation of self-produced tickle sensation", escanearam seis pessoas: menos atividade no córtex somatossensorial secundário e no cíngulo anterior durante o toque próprio, e o córtex cerebelar anterior direito desligando só quando o movimento gerava o toque.
Nature, 1971. Lawrence Weiskrantz e colegas, em "Preliminary observations on tickling oneself", passaram um estímulo pela sola do pé. O toque do próprio voluntário fez a menor cócega de todas, e com o experimentador movendo a mão do voluntário a cócega ficou no meio do caminho.
NeuroReport, 2001. Blakemore, Frith e Wolpert, em "The cerebellum is involved in predicting the sensory consequences of action", repetiram o desenho com tomografia por emissão de pósitrons e viram a atividade cerebelar acompanhar o tamanho da discrepância.
Science, 2003. Sukhwinder Shergill, Paul Bays, Chris Frith e Daniel Wolpert, em "Two eyes for an eye: the neuroscience of force escalation", começaram com 0,25 newton e fecharam oito rodadas com 3,2 newtons de aumento médio, 38% por turno.
Psychological Medicine, 2000. Blakemore, Smith, Steel, Johnstone e Frith, em "The perception of self-produced sensory stimuli in patients with auditory hallucinations and passivity experiences", encontraram atenuação zero nos quinze pacientes com os sintomas e atenuação normal nos demais.
eLife, 2019. Konstantina Kilteni, Christian Houborg e Henrik Ehrsson, em "Rapid learning and unlearning of predicted sensory delays in self-generated touch", expuseram trinta voluntários a um atraso fixo de 100 milissegundos e viram o cérebro trocar de alvo: atenuou o toque atrasado e devolveu cócega ao imediato.
Journal of Neuroscience, 2020. Konstantina Kilteni e Henrik Ehrsson, em "Functional connectivity between the cerebellum and somatosensory areas implements the attenuation of self-generated touch", mediram a conversa entre cerebelo e áreas somatossensoriais e a encontraram acompanhando o tamanho da atenuação.
Science, 2016. Shimpei Ishiyama e Michael Brecht, em "Neural correlates of ticklishness in the rat somatosensory cortex", acharam a cócega em ratos: vocalização em 50 quilohertz, tronco como região mais sensível, e o comportamento reproduzido por microestimulação do córtex do tronco.
American Journal of Psychology, 1897. Granville Stanley Hall e Arthur Allin, em "The psychology of tickling, laughing, and the comic", separaram a cócega leve que dá coceira, a knismesis, da cócega pesada que arranca gargalhada, a gargalesis.
O que segue em aberto é a razão de a gargalesis existir. Uma linha a lê como treino de defesa dos pontos moles, outra como sinal de brincadeira, e os ratos, que param de rir sob ansiedade, empurram a discussão para o lado do jogo sem fechá-la.
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