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Annals of the Rheumatic Diseases, 1971, volume 30. A. Unsworth, D. Dowson e V. Wright publicaram Cracking joints: a bioengineering study of cavitation in the metacarpophalangeal joint, o experimento de tração com registro radiográfico.
Aquele artigo já descrevia o essencial: a separação súbita das superfícies, o aparecimento de gás na junta e o período de espera antes do estalo seguinte.
Arthritis and Rheumatism, 1998, volume 41. Donald Unger publicou Does knuckle cracking lead to arthritis of the fingers?, o relato de sessenta anos com uma mão de controle e outra de teste, e nenhuma artrite em nenhuma das duas.
Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics, 1990, volume 13. Jorge Castellanos e David Axelrod publicaram o levantamento de Detroit com 300 pessoas, o único a associar o hábito a inchaço e perda de força, num grupo cheio de fatores misturados.
Journal of the American Board of Family Medicine, 2011, volume 24. Kevin deWeber, Mariusz Olszewski e Rebecca Ortolano publicaram Knuckle cracking and hand osteoarthritis, com 18,1 por cento de artrose entre quem estala contra 21,5 por cento entre quem não estala.
PLOS ONE, 2015, volume 10. Gregory Kawchuk, Jerome Fryer, Jacob Jaremko e colegas publicaram Real-time visualization of joint cavitation, a ressonância magnética em tempo real que filmou a cavidade aparecendo no instante do som.
O resumo daquele artigo carrega a frase que mudou o livro-texto: a formação da cavidade, e não o seu colapso, é o evento associado ao som audível da articulação.
Scientific Reports, 2018, volume 8. Vineeth Chandran Suja e Abdul Barakat publicaram A mathematical model for the sounds produced by knuckle cracking, com a proposta do colapso parcial da cavidade como fonte da onda sonora.
Radiological Society of North America, encontro anual de 2017. Robert Boutin e colegas apresentaram o estudo de ultrassom com 40 voluntários, sem perda de força nem de amplitude entre quem tem o hábito.
Clinical Anatomy, 2017, volume 30. Robert Boutin e colegas revisaram a literatura de imagem sobre cavitação articular e organizaram o que cada método consegue ver e o que fica fora do alcance.
O ponto ainda em disputa é a mecânica exata da onda sonora. Nascimento da cavidade e colapso parcial dela são hipóteses diferentes, e a resolução temporal necessária para separar as duas está no limite do que a ressonância entrega hoje.
Também está aberto o mapa das juntas. Joelho, pescoço, quadril e ombro produzem sons por rotas diferentes, algumas com tendão deslizando sobre osso, e nem todo estalo do corpo é o mesmo fenômeno físico.
"Quantas coisas que você repete todo dia continuam sem explicação porque ninguém conseguiu filmar o instante em que elas acontecem?"
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