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Nature, 2001, volume 409. O International Human Genome Sequencing Consortium publicou Initial sequencing and analysis of the human genome, com a tabela que reparte o genoma por tipo de sequência. Os retrotransposons de bordas repetidas longas ficam em torno de oito por cento, contra um e meio por cento de sequência codificante.
Nature, 2000, volume 403. Sha Mi e colegas, em Syncytin is a captive retroviral envelope protein involved in human placental morphogenesis, mostraram que o gene env de um HERV-W é lido no sincíciotrofoblasto e funde células em cultura, e que bloquear a mensagem reduz a fusão de trofoblastos.
Journal of Virology, 2000, volume 74. Jean-Luc Blond e colegas identificaram a porta de entrada da sincitina 1 na célula alvo, o receptor dos retrovírus do tipo D, hoje chamado de ASCT2.
PNAS, 2003, volume 100. Cécile Blaise, Nicolas de Parseval, Laurence Bénit e Thierry Heidmann varreram o genoma humano atrás de outros envelopes capazes de fundir e acharam o segundo, a sincitina 2, no cromossomo 6.
PNAS, 2005, volume 102. Anne Dupressoir e colegas descreveram a sincitina A e a sincitina B do camundongo, específicas de placenta e vindas de uma captura própria dos murídeos.
PNAS, 2007, volume 104. Marianne Mangeney e colegas separaram as duas funções do envelope capturado: a sincitina 2 mantém o domínio imunossupressor ativo, a sincitina 1 conserva apenas a fusão.
PNAS, 2008, volume 105. Cécile Esnault e colegas identificaram o MFSD2A, receptor da sincitina 2, com expressão restrita à placenta.
PNAS, 2009, volume 106. Anne Dupressoir e colegas publicaram o nocaute da sincitina A: os embriões sem o gene não passam do meio da gestação, e o sincíciotrofoblasto aparece formado por células soltas que nunca fundiram.
PNAS, 2011, volume 108. O mesmo grupo apagou a sincitina B e depois as duas ao mesmo tempo, e fixou o par como requisito das duas camadas do sincíciotrofoblasto do camundongo.
PNAS, 2012, volume 109. Guillaume Cornelis e colegas descreveram a sincitina Car1, capturada por um ancestral dos carnívoros e conservada de cães a gatos há mais de sessenta milhões de anos.
PNAS, 2015, volume 112. Cornelis e colegas acharam a mesma solução fora dos placentários: o gambá-de-cauda-curta carrega a sincitina Opo1, expressa na placenta breve que o marsupial monta antes do nascimento.
Placenta, 2001, volume 22. Xiaohong Lee e colegas registraram queda da sincitina 1 e localização anormal da proteína em placentas de pré-eclâmpsia, o primeiro elo entre o gene capturado e uma complicação clínica.
O que segue em aberto é o tamanho da lista. O genoma humano guarda perto de cem mil pedaços de origem retroviral, e só um punhado tem sequência de leitura íntegra. Quantos deles fazem alguma coisa é uma conta que cada nova varredura recomeça.
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